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Porque deixámos de vender «voice AI»

A categoria era uma armadilha. Vendemos AI Workers, com preço de colega de equipa e vendidos como headcount.

5 minTese
Tese

A categoria era uma armadilha

Durante dois anos vendemos «voice AI» e vimos os compradores acenar com educação. A expressão fazia-nos parecer uma funcionalidade dentro do produto de outra empresa. Colocava-nos ao lado de discadores, IVRs e demos de TTS — nada disto descreve o que um operador quer mesmo.

O que um operador quer é um colega. Alguém que aparece, conhece o playbook, bate metas e não precisa de ser reorientado todas as segundas-feiras. Isso é um worker, não uma voz.

O que mudou no nosso pitch

Reescrevemos a homepage duas vezes. A versão atual é deliberadamente direta: «Contrate o seu primeiro AI Worker.» Reflete a forma como o comprador pensa: está a preencher uma função, não a acrescentar uma linha a um contrato de software.

O resultado foi imediato. Os pedidos de demo duplicaram e o ciclo médio de venda passou de oito semanas para três. Os compradores deixaram de perguntar o que o modelo faz e passaram a perguntar quando a Riya pode começar.

Preço de salário, não de software

Mudámos o preço para uma retainer mensal alinhada com o que custaria uma contratação júnior em Lisboa ou Madrid. Sem por minuto, sem por lugar, sem surpresas. Se a Riya trabalha o equivalente a um cargo a tempo inteiro, paga o preço de um tempo inteiro.

É um TAM menor no papel e muito maior na prática, porque competimos com a folha salarial, não com os sete outros fornecedores na fila de procurement do comprador.